O verdadeiro perdão nasce de um amor que não procura seus próprios interesses. Esse amor “não contabiliza os erros” (Livro 1Coríntios 13:4,5). Hoje, o perdão e toda a sua força libertadora é tema do nosso Blog. Confira! 

Perdoar é aprender a “deixar ir” para reinventar um novo eu que assume o passado, mas que tem forças para aproveitar o presente. Isso tanto em relação às atitudes dos outros, quanto em relação às nossas próprias atitudes. Perdão para com o outro e perdão comigo mesmo. 

O perdão ainda é algo consideravelmente difícil para algumas pessoas. Isso porque perdoar implica abrir mão de algumas “verdades” para enxergar além. Alguns dizem perdoar quase sempre, mas que determinadas ofensas são imperdoáveis. Existe mesmo perdão parcial? Ações imperdoáveis? 

Se você escolhe abrir seu coração, refletir e elaborar o fato,  para deixar ir o que passou essa escolha precisa ser válida para qualquer situação. 

Quando você opta por perdoar, está decidindo pelo amadurecimento, pela vida com saúde e pela liberdade. 

O processo de se perdoar e de perdoar alguém desenvolve a ideia do desapego gradual e contínuo daquilo que nos causou dor. Perdoar é, sem dúvida, um ato de muita coragem, já que tomamos consciência para nos liberar do rancor gerado por alguém, uma situação ou uma decisão. 

É importante que possamos entender a fundo o que é perdoar. Não significa sempre dizer que tal coisa que aconteceu foi boa, se na realidade não foi. Também não é aceitar tudo ou forçar um relacionamento com quem te magoou. Não devemos nos obrigar a ter sentimentos elevados se ainda não foram superados.

Perdoar é muito mais que aceitar. Trata-se de assimilar os fatos, e compreender que os acontecimentos foram daquela forma particular e que tudo que ocorreu no passado cristalizou. 

Para perdoar é preciso sim revisitar o passado e, às vezes, remoê-lo por um tempo, para compreender e realizar a travessia.  E poder alcançar o perdão. Não basta fazer um movimento de apenas esquecer e/ou desconsiderar os acontecimentos passados. Não existe varinha mágica para apagar imediatamente o que se passou e que é gerador de sofrimento.

Busca-se o psicólogo para falar exatamente do que está guardado, do que é passado rígido, para ocorrer a mudança, aquele novo olhar para o contexto vivido e assim consolidar a libertação no final…

Escolher o perdão é escolher a liberdade daquilo que causa angústia. É compreender que o passado deve ficar no passado e que nossos esforços precisam ser focados no hoje, no agora. Para o passado ficar no passado, ele necessariamente precisa ser lembrado, trabalhado, compreendido e elaborado.

A mágoa adoece

Perdoar é também cuidar da sua saúde. Precisamos nos atentar aos males causados pelo ressentimento. Algumas das consequências mais comuns  são:

Ansiedade

O sentimento de “prisão” ao passado é o mais comum quando não perdoamos, mas muitos usam isso para imaginar futuros desastrosos e dolorosos, ou ainda que jamais poderão superar. Com isso, a ansiedade se instala e começa a moldar nosso comportamento, tirando a atenção do presente e do que precisa ser visto e vivido.

Tristeza

Nutrir sentimentos de tristeza e pessimismo impactam na vitalidade.

Quanto menor a experiência de alegria e ampliação do medo, insegurança e tristeza, aumentam os quadros de apatia frente aos desafios da vida.  

Isso tudo além do desânimo físico… Sentimentos como o ódio tiram nossa coragem e esperança, causando males ao corpo. 

Por fim, que possamos compreender cada dia mais o poder libertador que habita no perdão. 

 Portanto, escolher perdoar não é fraqueza e sim um enorme ato de coragem que nos ajudará no processo de evolução pessoal para construção de um futuro rico em alegrias. 

Um forte abraço, 

Espaço Entre Olhares (031) 98814-7288

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