Dia 21 de março é Dia Mundial da Infância e neste Blog Post aproveito a data para falar sobre a  necessidade das relações afetivas entre os pais e os filhos, o desafio da comunicação não violenta e a importância do encontro humano que considera o diferente de mim.

Neste momento onde a pandemia do coronavírus atinge a todos, é oportuno reconhecermos que o carinho o e encontro pode ser realçado nas famílias.

Afinal, as diferenças enriquecem e as semelhanças nos unem. Vamos lá? Confiram!

A afetividade entre pais e filhos

A afetividade entre pais e filhos se desenvolve e cresce ao longo do tempo, através do envolvimento que ambos vão tendo no cotidiano de suas vidas. Com a correria dos dias atuais e principalmente o excesso de trabalho, muitas vezes as relações entre pais e filhos ficam em segundo plano, o que não pode acontecer. Ainda que seja um tempo reduzido, é importante que esses momentos existam e sejam de qualidade.

Algumas atitudes podem auxiliar na formação de um bom vínculo afetivo, nos mais simples e diversos fatos do dia-a-dia. Buscar as crianças na escola, ajudá-los nas tarefas, conversar, trocando informações de como foi o dia de cada um, o que sentiram ao ficarem afastados, como transcorreram as coisas etc.

Ouvir é uma atitude importante para quem quer demonstrar atenção. É comum acharmos que conhecemos tudo dos filhos, das suas vidas, e muitas vezes interrompê-los numa conversa, é uma atitude que os deixa chateados. Por isso, nos dedicarmos com inteireza  nesses momentos é uma forma de comprovar atenção e carinho.

Compartilhar as atividades domésticas também é uma boa forma de manter os laços entre pais e filhos. Durante o almoço ou o jantar, por exemplo, poderão compartilhar ótimos momentos de conversas agradáveis e enriquecedoras. 

O importante é que os pais consigam demonstrar o quanto se importam e amam os filhos, mesmo não estando perto deles por todo tempo.

O desafio da comunicação não violenta

A comunicação não violenta (CNV) abrange um estado de consciência em que a compaixão floresça entre as pessoas, através da comunicação. 

A CNV não mostra apenas um método de comunicarmo-nos uns com os outros. É mais do que isso, é uma prática interacional que favorece enxergar a vida e as nossas relações com outras pessoas, através da empatia e do respeito ao diferente de mim.

Ela se baseia em quatro componentes, que habitam um diálogo entre pessoas:

Observação

Observamos o que está acontecendo de fato. Sem julgamentos e sem juízo de valores. Apenas uma declaração do que estamos observando que pode ou não ter nos agradado;

Sentimento

Identificamos e nomeamos o que estamos sentindo em relação ao que observamos. Ou seja, falamos que estamos nos sentindo frustrados, alegres, magoados, irritados, dentre outros;

Necessidades

Informamos as nossas necessidades, valores e desejos que estão conectados aos sentimentos que nomeamos anteriormente. Em outras palavras, quais são as necessidades que nos fizeram  sentir daquela maneira;

Pedido

Pedimos que determinadas ações concretas sejam realizadas, de forma a atender nossas necessidades.

Não é tão fácil colocar a comunicação não violenta na rotina, mas é uma prática a ser trabalhada diariamente. Os resultados são incríveis para uma relação de qualidade com nossos filhos. 

As diferenças enriquecem e as semelhanças nos unem

Imagina só que monotonia seria se todos nós fossemos exatamente iguais? Se todas as opiniões fossem as mesmas, se todo mundo tivesse o mesmo emprego, etc.

Em nossa sociedade cada pessoa tem seu papel, sua ocupação, seu objetivo a ser cumprido. Mas, infelizmente muitas vezes algumas pessoas simplesmente não sabem respeitar as diferenças.

Precisamos compreender que o diferente não é sinônimo de discórdia. Ele precisa ser sinônimo de respeito.

Para uma boa relação, os pais precisam compreender que os filhos nem sempre são suas cópias. Eles são seres únicos e especiais, têm a sua personalidade, a sua liberdade de escolha e de decisão sobre o seu percurso.

Quando recebemos a notícia da chegada dos nossos filhos nos enchemos de orgulho e esperamos por uma extensão de nós, mas de forma alguma o poderemos considerar como alguém que, tal como uma esponja, vai absorver tudo o que queremos e que o vai reproduzir da maneira que pretendemos.

Muito pelo contrário, é missão dos pais permitir que os filhos vivam os seus talentos, façam as suas descobertas, que aprendam com eles, mas que desenvolvam as suas capacidades e qualidades. Cabe aos pais oferecer uma educação de qualidade, rica e diversificada, o mais possível ajustada à sua idade para que a criança possa descobrir-se ao mesmo tempo em que se confronta com o mundo.

Quando temos essa consciência, conseguimos passá-la às crianças trabalhando nelas o respeito às diversidades do próximo. Assim serão adultos melhores, mais compreensivos que sabem que o diferente é bom e necessário. 

Espaço Entre Olhares (031) 98814-7288

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