O perfeccionismo é composto por um emaranhado repleto de expectativas e exigências diferentes. Pessoas perfeitas não existem, mas as perfeccionistas sim e são muitas. Vivemos hoje em uma sociedade que decide padrões de perfeição para quase – senão todas – as ações e comportamentos. A partir dessas exigências, a auto exigência se torna um grande problema que nos consome e nos adoece. Esse é o tema do nosso Blog de hoje. Confira! 

O perfeccionismo, visto como uma realidade composta por um conjunto de elementos que nos levam a buscar auto superação e evolução não é algo totalmente ruim. Pode ser um caminho de motivação, se feito de forma respeitosa e equilibrada. 

Em outra perspectiva, a preocupação exagerada com o desempenho, o medo de errar ou a inibição diante dos desafios é um grande problema.

Vivendo cercados de padrões para tudo, nos vemos perdidos e angustiados diante das exigências impostas. Tentamos agradar nossos pais, mesmo que morem distantes, tentamos drasticamente ter o corpo que a mídia diz que é perfeito e esquecemos muitas vezes que nosso biotipo é diferente, reprimimos  nossos sentimentos e deixamos de cuidar de nossos valores humanos para ser o casal de novela. 

A mera lembrança da cobrança pelo perfeccionismo nos trava e controla nossas mentes diante de uma tomada de decisão.

Pois, desviar do que é definido socialmente como o “correto” pode em muitos momentos dificultar o posicionamento que traga saúde emocional e física, apesar de aparentemente inaceitável  para alguns.

Perfeccionismo extremo afeta a saúde 

Um artigo da Harvard Business Review, da Universidade de Harvard nos Estados Unidos reuniu pesquisas que relativizam os benefícios e malefícios do perfeccionismo. Concluiu-se que a busca pela perfeição pode se tornar uma obsessão e até trazer problemas de saúde como transtorno de ansiedade e depressão. 

Quando se é um perfeccionista extremo, o indivíduo sofre muito já que perde o limite entre o que é perfeito e o que é real e possível. Isso traz um constante estado de ansiedade por antecipar erros e conviver com uma insatisfação que parece não ter fim. 

A auto exigência adoece, paralisa e mortifica 

Essa busca incessante pela perfeição muitas vezes faz com que deixemos de realizar o que realmente desejamos por pensarmos que jamais vamos conseguir algo do tipo. 

Esse medo nos deixa em crises de ansiedade, nos paralisa diante das situações e mortifica quem somos aos poucos. 

Os relacionamentos, em sua maioria, estão cada vez mais superficiais e para suprir necessidades imediatas.

Com isso, a sociedade afirma que  todo erro é responsabilidade do outro. Esse padrão tende a  isentar o indivíduo de sua cooperação e perda da  consciência na tomada de decisão.

 Os tropeços que damos estão cada dia mais inaceitáveis e, está se tornando cada vez mais comum encontrar pessoas que, ao invés de assumirem suas responsabilidades em relação àquilo que lhes aconteceu, acabam atribuindo aos outros.

Pegamos o celular, olhamos as redes sociais e encontramos pessoas vivendo vidas perfeitas. Ligamos a TV e lá está: mais perfeição. Mas lá estão apenas resultados, já parou para pensar no processo? 

Essa “realidade” que notamos muitas vezes está maquiada como resultado de uma solução simples, rápida e para todos. Nossa existência não é tão simples, precisamos validar o percurso, nossos processos, valorizar nossa trajetória e nos desprender de padrões que não são possíveis na nossa realidade. 

Sem fórmulas perfeitas ou metas de outras pessoas. Somos únicos, e ainda bem. 

Precisamos então compreender que o que importa é o empenho que temos em fazer o melhor que conseguimos. Estar em movimento nos traz saúde e evolução. 

Pense, se você quer se exercitar, mas não consegue correr, não é melhor caminhar do que ficar parado? Começar de onde está, com o que tem, já não é perfeito para você? Olhe mais para suas realizações e se cobre menos. 

Liberte-se. Jamais anule a sua singularidade. 

Um forte abraço, 

Espaço Entre Olhares (031) 98814-7288

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