Relacionamentos de forma geral, independente da natureza, são aprendizados constantes. Com o isolamento social, necessário nos últimos tempos, pudemos mais que nunca perceber isso. A convivência em família nesse “novo normal” é um constante controlar os ruídos individuais pelo bem do todo. 

Diante de tantos desafios, como ficam as relações entre mães e filhos? Quero aproveitar o Dia das Mães que foi no último domingo para trazer aqui essa reflexão. Continue a leitura e confira! 

O paradoxo presente no isolamento social é algo que todos tivemos que aprender a lidar. De um lado, estamos afastados de muitos e, do outro, temos a hiper convivência com quem vive na nossa casa. 

O trabalho é em casa, o social é em casa. Os desafios domésticos do dia a dia, que alguns nem se davam conta da existência, passam a ser responsabilidade de todos. 

Por si só, o convívio e a dinâmica familiar são complexos, mas com a presença do coronavírus e as inseguranças trazidas por ele, todo mundo precisou se adaptar. 

Para as mães de forma geral, essa mudança resultou em sobrecarga. Vimos algumas deixando o trabalho e outras diminuindo a jornada para que pudessem balancear as tarefas domésticas e os cuidados com os filhos. Tudo isso como reflexo do comportamento histórico da nossa sociedade que muda a passos lentos. 

Claro que temos exceções. Vendo de perto todas as tarefas destinadas às mães e a importância que isso possui, alguns companheiros e até mesmo os filhos com mais maturidade começaram a desempenhar papéis fundamentais pela manutenção da boa convivência familiar. 

Quando nos tornamos mãe, criamos em nós uma força propulsora de criatividade, coragem e espírito altruísta.

Quero compartilhar com vocês um relato pessoal que ilustra tudo isso. A maternidade é aquele lugar que nos faz ir além de tudo que já pensamos, falamos e vivemos. 

Quando Uriel tinha menos de  2 anos, o vi em meus braços asfixiado drasticamente sem saber o porquê. Sozinha, sem noção dos fatos e em lugar isolado. Naquele momento, ir ao hospital não era uma possibilidade. Ele já estava mudando de cor. Um terror total.

Tive o ímpeto de virá-lo para baixo e fazer batidas na altura dos pulmões e claro, em alta oração a Deus na busca pelo milagre.

Hoje, ele é um filho incrível  com 23 anos e possui saúde plena, graças a Deus. Literalmente!

Porque compartilho isso? Para que compreendam que ainda que isso tenha acontecido há tantos anos, revivo essas fortes emoções ao relatar para vocês.

Os sentimentos que a maternidade traz para a nossa vida são inigualáveis. 

A arte da maternidade é justamente compreender que nossa pequena contribuição no direcionamento de vida para um ser humano é uma dádiva. 

E claro, desenvolver a maternidade convoca em nós o compromisso e ações de amor.

Dia das Mães com isolamento social

Chegamos então ao segundo Dia das Mães com a presença do coronavírus e a necessidade do distanciamento social. 

O medo ainda é presente e os sentimentos continuam confusos. A insegurança ainda está conosco. 

Algumas famílias não comemoram juntas pelo isolamento, outras por não terem os entes queridos em vida. 

Mais uma vez, todas essas mudanças nos convidam a ressignificar. 

É claro que os almoços em família, os presentes e as risadas são importantes. Momentos assim nos enchem de alegria e entusiasmo. Mas, se não podemos nos reunir, a data perde o sentido? 

O Dia das Mães pode ser percebido de muitas maneiras pelo comércio, pelos filhos, pelas próprias mães, para quem deseja ser mãe, mas na verdade ele deve ser uma data para refletir, agradecer, honrar e expor o amor por aquela que se dedica e se compromete com a felicidade da família. 

As mães são múltiplas e dedicadas em suas diversidades. 

Existem as mães de vida, as que escolhem, as que são escolhidas, mas, se tem uma coisa que todas elas possuem em comum é o amor inigualável e eterno. Esse sentimento não é medido pela proximidade física e muito menos pelos presentes dados.

Este Dia das Mães foi mais uma oportunidade para oferecer carinho, ainda que seja por vídeo chamada ou por oração. Agradecer pela dedicação e apoio. 

A linguagem principal da maternidade é o amor, que possamos mais e mais parabenizar no mesmo idioma. 

Um forte abraço, 

Espaço Entre Olhares (031) 98814-7288

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