Enfim chegamos a março, o mês onde comemoramos o Dia Internacional da Mulher. Aproveitando o tema, tão abrangente e tão necessário, eu venho falar mais sobre nosso papel na sociedade e a necessidade de respeitar nosso tempo individual para uma vida mais plena de sentidos.

Antes vista exclusivamente como um “elemento secundário”, hoje a figura da mulher, passou a ser algo extremamente importante na sociedade atual, onde ela exerce cada vez mais um papel de protagonista.

Com o tempo, graças às lutas promovidas e ampliação da consciência, a mulher vem conseguindo aumentar o seu espaço nas estruturas sociais, ocupando muitos outros lugares além da figura de cuidadora do lar.

A educação feminista constrói uma sociedade mais igualitária

Não por acaso, a influência do feminismo tem crescido na sociedade, apesar do fato de muitas pessoas carregarem mitos sobre esse movimento, tal como pensar que feminismo é o contrário de machismo ou que as mulheres feministas lutam contra os homens, entre outros erros.

A luta feminista é pela igualdade de direitos entre mulheres e homens na sociedade, é contra o machismo e o patriarcalismo que oprimem ambos. Considero que esse despertar para uma liberdade individual favorece e fortalece os laços  da convivência.

Quando ensinamos aos nossos filhos que o rosa e o azul podem ser usados por qualquer pessoa, contribuímos com a criação de cidadãos que respeitam as escolhas do próximo.

Repense o seu papel, respeite seu tempo individual

Cada vez mais, nós, mulheres, avançamos em territórios antes ocupados apenas por homens. Quebramos paradigmas e mostramos que, com empenho, dedicação, força de vontade e capacitação, toda pessoa pode executar qualquer tipo de trabalho.

Ainda assim, quando se pensa em trabalho doméstico é automático fazer uma associação com a figura feminina. E há muito tempo essas mesmas mulheres que cuidam da rotina de casa, fazem também parte do mercado de trabalho, acumulando assim dois “empregos”. Só que aquele relacionado ao lar parece ser invisível aos olhos de muita gente.

E não raro se torna um perigo. Esse trabalho de gerenciar todas as atividades de casa, estudar com os filhos, educá-los para a vida – quando recaído apenas sobre a mulher – gera uma carga mental que prejudica sua saúde psicológica, emocional e até física.

Algo característico de muitas mulheres é o hábito de antecipar as situações e os possíveis problemas. O fato de pensar sem parar nas atividades que precisam ser realizadas e, além disso, imaginar o que pode acontecer a qualquer momento gera essa sobrecarga.

O perigo da carga mental está no fato de que ela é facilmente confundida com um cansaço comum. Quando se realiza muitas atividades durante o dia, naturalmente o cansaço vem, mas enquanto se consegue revigorar a força com uma boa noite de sono, está tudo certo. O problema é que na sobrecarga mental, a mulher acaba se fixando somente nas atividades que precisa desempenhar, seja por força do hábito ou da necessidade, e não consegue descansar, inovar.

Mas pior do que não descansar, é ter a oportunidade de relaxar e acabar se sentindo culpada. Muitas mulheres vivem como se precisassem estar executando uma tarefa imprescindível a todo momento.

É necessário que saibamos identificar os acúmulos e que possamos compreender que não precisamos “dar conta” de absolutamente tudo. Tudo bem pedir ajuda, tudo bem dividir as responsabilidades. Tudo bem vivermos o ócio!

A maior demonstração de sabedoria neste caso é saber ouvir o que seu corpo e mente tem a dizer. Respeitar seu momento e suas limitações e entender sua importância no mundo.

O despertar de si: mulheres que correm com lobos

Desde os primórdios da humanidade a contação de histórias é um “medicamento” que fortifica e restaura o indivíduo e comunidade.

Clarissa Pinkola Estés, no livro Mulheres que Correm com Lobos, utiliza-se de histórias para que a mulher obtenha a abertura de uma passagem para expressar a intuição, sua força mais essencial que a compõe. Significa despertar para a integridade, e manter a consciência atrelada à criatividade e inovação.

Nutridas da sua essência singular, tem em si uma observadora interna constante. E com isso, cuidarão para manter corajosamente tal intimidade pessoal onde suas vidas estão livres para florescer, os seus relacionamentos adquirem significado, profundidade e saúde, deixando de ser um alvo fácil para as posturas predatórias dos outros.

Ao conseguir sentir-se inteira, ela torna-se uma mulher amiga e mãe das outras que estão no caminho da descoberta de si, que ainda precisam aprender, daquelas que buscam desvendar o enigma que é ser mulher, de todas que estão no deserto a procura do oásis pessoal.

A intuição, o despertar da mulher selvagem, é como uma voz interna que diz:

“É por aqui, é por aqui”

Neste mês de março iniciaremos o Projeto:  Eu, Comigo!

Celebrando desde já um belíssimo encontro meu com a preciosa mulher e psicóloga, Letícia Fernandes. Juntas seremos as facilitadoras desse manancial de vida entre mulheres.

Venha fazer parte dessa inigualável roda de mulheres. Aqui no Espaço Entre Olhares, dia 28 de março, de 16h até 18h.

Até breve!

Espaço Entre Olhares (031) 98814-7288

Leia também: Mulheres e histórias que inspiram

WhatsApp chat