Mais de um ano após a chegada da pandemia do coronavírus, a realidade dos profissionais da saúde é marcada por sobrecarga, medos e responsabilidades com a comunidade, além de todos os sentimentos individuais que enfrentamos enquanto seres humanos. 

Esses profissionais trabalham movidos pelo amor ao próximo, pela esperança e pelo altruísmo. Mas, como fica a saúde física e mental deles? Vamos refletir um pouco sobre o assunto? Esse é o tema do nosso Blog de hoje. Confira! 

É preciso compreender que, assim como nós, os profissionais da saúde não estavam preparados para a chegada do coronavírus. Eles também foram surpreendidos e precisam passar por um processo de reinvenção que, na verdade, não terminou. 

Mesmo que tenha se passado mais de um ano desde o início de tudo, o vírus ainda é surpreendente todos os dias e, enfrentar tudo na linha de frente, colocando em risco a própria vida, é algo que afeta diretamente a saúde física e mental desses profissionais. 

Mesmo antes da pandemia, situações com alto nível de estresse sempre foram parte do cotidiano das equipes de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, equipes de enfermagem e cuidadores.

 Perdas de pacientes, plantões noturnos e relacionamento com familiares são algumas das situações que sempre levaram os profissionais à exaustão. 

Com a pandemia e os números expressivos de mortes, o sentimento de impotência, seja pela falta de vaga em UTIs, seja pela deficiência de equipamentos para cuidado terciário adequado, ganha uma força maior ainda. 

 Além do medo de infecção, de levar aos familiares o covid, o medo da própria morte e a necessidade fundamental de recolhimento social. Existem profissionais que estão a meses sem contato físico com a família. 

O trabalho que eles realizam é sim um grande feito de altruísmo e amor ao próximo. Porém, vale lembrar que carregam limitações e cabe  a sociedade o cuidado para  evitar a visão de que  podem e devem realizar tudo, resolver todos os problemas.

Reconhecer as próprias fragilidades já é um passo difícil para todos, imagine para eles que estão nesse desafio como protagonistas? 

Existe cada vez mais uma auto negligência por parte de alguns profissionais em relação aos cuidados essenciais de saúde mental e física principalmente por “carregarem” a responsabilidade de salvar o mundo. 

Nosso papel enquanto comunidade é sim de reconhecer todos esses esforços e principalmente nos tornar mais sensíveis em relação às dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores da saúde. Construir diálogos entre a sociedade e os profissionais sobre o assunto ajuda bastante. 

Precisamos incentivar o acolhimento das angústias por parte dos trabalhadores da saúde e ampliar as condições para que eles se sintam bem em assumir as fragilidades, e assim, procurar por psicoterapia e demais cuidados que fortaleçam a saúde.

Tudo que temos vivido durante a pandemia nos pede cada dia mais a prática da compaixão e, como dito por Dalai Lama:

 “A compaixão tem pouco valor se permanece uma ideia; ela deve tornar-se nossa atitude em relação aos outros, refletida em todos os nossos pensamentos e ações.”

Um forte abraço, 

Espaço Entre Olhares (031) 98814-7288

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