Fato é que não existe fórmula para um relacionamento perfeito. Até porque essa “perfeição” não existe. O que é bom para alguns, pode não ser para outros e cabe a cada casal construir juntos a vivência e a parceria que é benéfica e feliz para os dois. 

Mas, uma coisa é certa: no primeiro momento é um desafio para cada um se desligar  das ações do outro quando o relacionamento chega ao fim. Deixar de lado os pensamentos ruminantes, para compreender que não se pode controlar as escolhas do antigo parceiro é um ponto muito importante a ser trabalhado para prosseguir com a vida. 

Este é o ponto do nosso Blog de hoje: Quando o relacionamento chega ao fim, aprenda a respeitar o livre arbítrio do outro. Continue a leitura e confira! 

De maneira bem simples, definimos que os relacionamentos são saudáveis quando existe igualdade de oportunidades entre as pessoas envolvidas. Quando existe fala e escuta, respeito, carinho, atenção e liberdade conforme os acordos estabelecidos pelo casal.

Dentro dos relacionamentos a “liberdade” é um ponto muito falado e pouco trabalhado. Entender o espaço do outro e respeitar seus direitos de escolha são atitudes fundamentais, mas um tanto complexas na prática para a maioria das pessoas. 

Os relacionamentos chegam ao fim por diversos motivos. Algumas vezes o sentimento simplesmente vai se esvaindo, a rotina pode ser reconfortante para alguns , mas para outros pode ir deixando lacunas que um dia se percebem enormes. Outras vezes são comportamentos, que parecem coisas pequenas, os quais o outro não aprova, mesmo após algumas conversas em que não se verificou mudança. Existem também aquelas causas “grandes” e mais dolorosas, como a quebra do acordo de relação respeitosa como, por exemplo, um relacionamento extraconjugal.

Mas o que quero dizer é que todo relacionamento pode chegar ao fim. Às vezes com o passar do tempo e conforme vamos conhecendo melhor a nós mesmos e a outra pessoa, percebemos que nossos ideais não estão compatíveis. 

O que acontece é que na grande maioria das vezes, o término de um relacionamento é algo doloroso e associado a tristeza, principalmente quando a motivação do fim da relação envolve brigas, raiva e mágoa. 

Os sentimentos de perda e de fracasso por não ter conquistado o objetivo de “juntos e felizes para sempre” vêm à tona. É importante lembrar que o processo de aceitação e superação depende de cada pessoa. Os sentimentos precisam ser respeitados, cada um no seu tempo. Nestes casos, a terapia  pode ser uma forte aliada na expressão dos conflitos e superação dos mesmos.

Não nos relacionamos com outra pessoa por acaso, ainda que o sentimento tenha se transformado, existiu – ou ainda existe – alí amor, cuidado, preocupação. 

E algumas vezes isso se torna um problema, quando não sabemos aceitar que o outro pode fazer as escolhas que quiser e que não seremos mais levados em consideração. 

Neste momento lidar com o livre arbítrio do outro pode ser um processo doloroso, mas que precisa ser trabalhado. 

Precisamos agir de forma racional entendendo que essa relação chegou ao fim e que não podemos impor ao outro nossas preferências. Nem mesmo quando estamos ainda dentro do relacionamento podemos impor decisões, quem dirá quando tudo chega ao fim. 

Outro grande passo é entender que toda experiência vem para acrescentar. Um relacionamento que chegou ao fim não é necessariamente um erro. Foi uma fase que como todas as outras, boas ou não, nos trouxe aprendizados e precisamos encontrar formas de ser gratos por isso. 

A perspectiva de saber do seu valor, os princípios que regem sua vida é algo que poucas pessoas conseguem ter diante dessas situações de rompimento, mas é justamente essa clareza de si que proporciona segurança, autoestima e aceitação. 

Caso você esteja nessa experiência agora, direcione seus esforços e o seu foco para você mesmo, para as novas percepções de possibilidades, amizades, suas atitudes, seu futuro e seu bem-estar. 

Um forte abraço, 

Espaço Entre Olhares (031) 98814-7288Leia também: A transitoriedade é a regra da vida

WhatsApp chat