A relação mãe e filho é uma das mais importantes da vida. Por ser o primeiro vínculo estabelecido pela criança, é ela que serve de base e, muitas vezes, a que acaba determinando a maneira como vamos lidar com as pessoas em todas as áreas: no trabalho, no amor e nas amizades. Essa semana celebramos o Dia das Mães e eu falo neste Blog Post sobre como é ser mãe, sobre a relação de mãe e filho e sobre os desafios e oportunidades que a quarentena nos trouxe nesse âmbito. 

Ser mãe é uma experiência única, possibilita muito crescimento e aprendizado e, junto com os desafios que a maternidade traz, surgem novos caminhos, novas possibilidades, surge um novo olhar para o mundo.

Ocupar essa função materna está essencialmente ligada ao exercício de aventurar-se na fabulosa experiência de amor. Significa dar afeto, estimar, apontar os limites, proteger e cuidar. E também muitos confrontos internos advindos desse lugar singular.

É muito comum as mulheres se questionarem se serão boas mães e essa acaba sendo uma dúvida que traz consigo alguma dose de angústia e de sofrimento. Mas a realidade é que não existe uma fórmula mágica. O bom relacionamento entre mãe e filho, como em qualquer outra relação, precisa ser cultivado diariamente a partir das bases da comunicação, confiança e apoio.

Ser mãe é antes ser pessoa, ser mulher e como tal, importa a realização pessoal e a busca do prazer em outras esferas da vida que vão para além da maternidade e que contribuem para a mudança e para a autodescoberta.

A maternidade será vivida na sua plenitude se a mãe puder se sentir realizada também em outras áreas da sua vida. O investimento que a mãe faz em si enquanto mulher irá servir de modelo para a criança mais tarde, orientando-a na sua forma de relacionar-se consigo, com os outros e com o mundo.

Querer ser a super mãe que dá conta de tudo sozinha e que resolve todos os problemas é uma meta inatingível que gera stress e angústia. Ideias ilusórias de perfeição são inimigas do bem estar emocional.

O que as crianças realmente precisam é de mães capazes de aceitar e de amar não só as qualidades pessoais, mas também as limitações e as fragilidades, ensinando os seus filhos a fazerem o mesmo. E acima de tudo, cultivar o respeito dos filhos pela autoridade que ela desempenha na condução da arte de educar.

Com as rotinas cada vez mais cheias e corridas, com o desempenho de vários papéis em simultâneo por parte da mulher, tais como de mãe, esposa, profissional, filha, dona de casa, temos o aumento da pressão psicológica excessiva, mas o que precisamos lembrar é que o bom funcionamento da dinâmica familiar não depende exclusivamente da mãe, mas também do pai, dos próprios filhos e das condições e circunstâncias de vida.

Com a pandemia do covid-19 e a necessidade da quarentena, as escolas foram fechadas e assim, as crianças passam muito mais tempo em casa.

Por tudo que vem acontecendo somos colocados em dois desafios que merecem atenção. O primeiro é aquele em que temos a oportunidade de estar mais próximos aos nossos filhos, conhecendo melhor suas rotinas, preferências, e as características de maturidade emocional coisas essas, que muitas vezes pela correria não dávamos a devida atenção. O segundo é o de entender que todos precisam ter um papel no auxílio ao cuidado da casa e demais tarefas.

Você enquanto mãe não precisa e não deve fazer tudo sozinha. E o fato de dividir as tarefas não te faz uma mãe pior, te valoriza como ser humano.

Enquanto filhos devemos aproveitar para estar mais próximos as nossas mães. Ouvir mais e entender suas necessidades.

Aproveito para homenagear com muito carinho todas as diferentes mães pelo Dia das Mães.

Para louvar a nossa mãe,

Todo bem que se disser

Nunca há de ser tão grande

Como o bem que ela nos quer.

– Mãe, Mário Quintana

E lembrando que continuamos juntos. Estou realizando consultas psicológicas online, com o mesmo sigilo e ética necessários.

Um forte abraço!

Espaço Entre Olhares (031) 98814-7288

Leia também: Os desafios de educar os filhos

WhatsApp chat