Na semana passada eu trouxe aqui no Blog um assunto muito pertinente para nossas vidas: o uso da tecnologia. O gatilho para a escolha desse tema foi um documentário que assisti na Netflix: O Dilema das Redes. Minha filha, Larissa, 12 anos, assistiu junto com os pais e hoje, quero falar mais sobre a tecnologia na infância e trazer a percepção dela sobre o tema para compartilhar com vocês. Confiram! 

É fato que as ferramentas tecnológicas fazem parte da nossa vida e, hoje, é impossível  nos desvincular delas. O que precisamos é encontrar o equilíbrio. 

Quando falamos sobre o uso da tecnologia na infância precisamos estar ainda mais atentos. Ela precisa sim fazer parte da vida das crianças, mas de uma forma organizada e orientada para que possa levar a um efetivo aprendizado, pois coloca à disposição dos pequenos um universo de possibilidades, inimagináveis de serem aprendidas no tradicional “giz e quadro-negro”.

Precisamos nos lembrar sempre que a tecnologia não pode substituir as relações pessoais como o convívio com os colegas de sala de aula e familiares, isso faz parte do aprendizado e não pode ser esquecido. 

Neste sentido, estabelecer limites, manter o diálogo e valorizar as atividades e momentos em família é a melhor forma de ajudar as crianças a não se tornarem reféns das telas. Além do fato da segurança que não pode ser esquecido. 

O Dilema das Redes

Em casa após assistir o documentário pedimos a Larissa que nos  relatasse quais eram suas impressões. É muito importante darmos esse espaço e ouvir as opiniões e aprendizados dos filhos.

Compartilho com vocês as palavras escritas por ela: 

“Existem apenas duas indústrias que chamam seus clientes de usuários: a de drogas e a de software.”

Essa frase foi dita no filme “O Dilema das Redes”, da Netflix. O que a frase  quis dizer é que nós não somos apenas alguns usuários de aparelhos eletrônicos e redes sociais, e muito menos um personagem qualquer desfrutando do celular e jogos. Nós somos o produto.

Os entrevistados do filme não são  pessoas quaisquer que não fazem ideia do que estão falando, e sim os próprios funcionários e designers que produziram as redes sociais, como por exemplo:  o Google, Pinterest, Facebook, Instagram, Twitter e muitos outros. 

Eles colaboraram para nós entrarmos nesta “nova forma de viver”. Inclusive, um investidor em tecnologia que participa do elenco do filme, foi o autor do livro “Dez argumentos para você deletar agora as suas redes sociais”. 

Os seres humanos sempre acabam tendo algum vício em algum tipo de coisa, por mais sem graça que o vício seja. O filme mostra como isso está acontecendo. Mesmo para quem garante só usar as redes de vez em quando, acabam usando sem moderação. 

Quanto antes diminuirmos esse vício viveremos melhor em sociedade. Essa é uma das principais mensagens do filme. 

O famoso “recomendado para você”, muitas vezes acaba nos influenciando a ser pessoas que não somos, apenas para ganharmos seguidores ou sermos aceitos na internet. 

O filme simula o fato da  inteligência artificial coletar dados sobre os usuários, observando o tipo de coisa que mais chamam a sua atenção, qual jogo, qual vídeo, no que acreditam politicamente, e muitas outras coisas.

Com estes dados, as redes sociais indicam um vídeo ou uma publicação no seu feed. Cada pessoa recebe uma publicação específica, nunca serão as mesmas na mesma ordem. Eles até indicam perfis de pessoas que talvez você goste, da mesma forma que um vendedor indica um produto que talvez seja do seu interesse. 

Aproximadamente na metade do filme, ele começa a ficar com um clima mais pesado e revela o fato de que estamos em um campo minado onde a humanidade se enfiou sem olhar para o chão, porém com a cara no celular. 

Os antigos funcionários de plataformas digitais falam sobre os efeitos negativos que as redes sociais e o celular trazem. 

Eles dizem como conseguem impedir que sejam manipulados pelas redes sociais.

Conclusão 

“Com este filme, foram esclarecidas muitas coisas as quais eu tinha dúvida sobre, como por exemplo, como eles conseguiam saber exatamente o que colocar no meu feed ou no recomendado para você.

Quando eu assisti pela primeira vez, resisti, pois me obrigaram a ver algo que eu não estava interessada. Porém após assistir pela segunda vez, tive mais clareza em relação ao propósito do filme.

No início da navegação nos aparelhos eletrônicos passamos 2 horas no máximo, porém depois de um tempo, começamos a passar mais de 5 horas no celular. Isso se chama vício, você pode até tentar discordar disso, mas no fundo sabe que é verdade!

Temos que nos libertar dessa cúpula digital que criamos, senão vamos continuar caminhando para um lugar sem destino.”  (Relato de Larissa, 12 anos.)

Um forte abraço, 

Espaço Entre Olhares (031) 98814-7288

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